sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Rue Saint Dominique – Paris


Quando estamos em um país estranho, resolver necessidades simples, pode parecer bem mais complicado. Sem saber onde ir, podemos perder um tempo precioso da nossa estada no exterior.

Por isso, quando encontro um lugar como esse de Paris, trato de informar a todos os meus amigos viajantes, porque é uma verdadeira carta na manga.

A Rue Saint Dominique fica bem próxima da Tour Eiffel, eu a descobri por acaso enquanto andava pelos arredores. Ela não é muito extensa, mas apesar disso traz diversos estabelecimentos de muita utilidade, em um pequeno trajeto que pode ser feito em pouco tempo.

Puxando da memória, posso dizer que me lembro de ter visto lá: creperia; restaurantes e cafés; loja de brinquedos e artigos para crianças; farmácia; lavanderia; supermercado (com direito a frutas e legumes); lojas de marcas, como a da maquiagem MAC; papelaria; lojas de roupas e com certeza, mais um monte de estabelecimentos que não lembro agora.

Percebeu, né? Deu fome depois da longa fila do elevador da Tour Eiffel, ou cansou depois de subir todos aqueles degraus, e ainda precisa encontrar um presentinho para a sogra, o cunhado e a colega de trabalho? Dá uma passadinha lá. Você faz tudo numa caminhadinha básica, que pode terminar na Esplanade des Invalides.
E mais: com vista para o ponto turístico mais famoso da cidade. Tem coisa melhor?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Viagem pelo cinema – 2


Eu vi esse filme no cinema, alguns meses antes da minha primeira viagem à Paris. Ainda faltava algum tempo para embarcar e depois de assisti-lo, minha vontade só fez aumentar.


São 18 curtas, cada um em um arrondissement diferente (distritos nos quais Paris é dividida) e com 5 minutos de duração. É possível perceber diferentes atmosferas nas diversas regiões da cidade. Lendo a respeito da obra, descobri que houve um conflito com outros dois diretores, o que impediu que ela contemplasse todos os 20 arrondissements da capital francesa.


Grandes nomes do cinema, como Gérard Depardieu, Joel Coen, Gurinder Chadha e Walter Salles dirigem alguns curtas.


O tema central é o amor, em todas as suas formas. Os filmes, em geral, são muito bons: bem dirigidos, bem representados e com a cidade ao fundo, como mais um personagem.


Serve para rir, se emocionar, se divertir, apreciar e sobretudo para se encantar com a cidade: atração principal.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Viajando por conta própria – aspectos práticos: A Chegada

Aeroporto de Barajas - Madri (Espanha)



Conversando com amigos no feriado de carnaval, repassávamos nossas últimas viagens e todos os aspectos que os deslocamentos – em especial o primeiro – envolvem.


Aqui vai mais um aspecto pessoal. Como eu não costumo voltar de viagens direto para o trabalho, não me preocupo muito com o cansaço da volta. Estou indo para casa de qualquer maneira. Se não conseguir dormir muito no avião, ou chegar muito tarde, não há problema: estou indo para minha casa, tudo se resolve :)


Mas a ida é especial e na minha opinião envolve questões que devem ser analisadas com cuidado. Primeiro, a escolha de uma boa companhia aérea. Não vou nem falar dos aspectos de segurança de vôo, primeiro porque não domino o assunto e depois porque acho que as nossas opções estão dentro dos requisitos exigidos pelas regras internacionais.


Mas não podemos esquecer que do Brasil à Europa, a viagem é longa... Poltronas mais confortáveis, boa comida e uma tripulação simpática fazem mesmo a diferença quando vamos passar cerca de 8 horas dentro daquele mesmo avião.


Mas pode ser pior: pode ser que precisemos trocar de avião. Conexões e escalas devem ser vistas com toda atenção: qual a companhia aérea seguinte; quanto tempo passaremos no aeroporto à espera do próximo vôo; se as bagagens precisam ser retiradas e despachadas novamente na mudança de vôo. Tudo isso, acredite, pode comprometer o seu humor, logo no início da jornada.


Para isso, vale também o toque de procurar companhias aéreas que operem em aeroportos mais próximos do seu destino. Em algumas cidades, podemos escolher onde vamos pousar e isso pode determinar se o início da sua viagem vai ser esvaziando o bolso ou economizando um “troquinho”.


Acertados todos os aspectos técnicos de aviões e aeroportos, chega a hora de conferir os horários. Aprendi para sempre (amém!) que as minhas viagens precisam ter horário de chegada bem definidos. É muito importante saber se o seu dia de chegada será apenas isso ou será um dia de passeio e de início da estada.


Falo isso porque vejo que muitos de meus amigos que vão viajar pela primeira vez sozinhos, cometem esse erro que eu também já cometi: achar que vamos desembarcar e iniciar a viagem. Esquecemos de aspectos importantíssimos e que podem ser pensados com antecedência para evitar aborrecimentos:


- o desembarque – aqui não tem jeito, é esperar aquela fila afoita do avião se mexer para deixar seu primeiro hotel da viagem.


- a imigração – leve tudo o que pode precisar. Alguns países pedem mais, outros pedem menos. Por via das dúvidas, tenha à mão tudo: reservas de hotéis (em todos os países onde você for pernoitar); passagem de volta; cartão de crédito válido; documento de identificação profissional, (se você tiver) e claro: seu passaporte válido (com visto, se assim for exigido), para receber aquele carimbo tão especial.


- o recolhimento das bagagens – identifique sua mala de modo diferenciado. Agilizar esse momento de espera, depois de uma viagem tão longa, é de grande ajuda para um início de férias feliz. Pode ser com uma mala verde-cana, pode ser com fitinhas do Senhor do Bonfim atadas à alça; não importa. Se você puder identificá-las de longe, é o que interessa.


- escolha do meio de transporte para o hotel – quando escolher o aeroporto, se for o caso, já verifique a possibilidade de sair de lá de metrô, de táxi ou de ônibus. Não esqueça de levar em conta nessa escolha: a distância, o valor do transporte e o tamanho das suas malas.


- check in no hotel – verifique, no momento da sua reserva, a partir de que horário seu quarto estará disponível. Dependendo da hora da sua chegada, isso pode evitar longos momentos de espera por um banho no hall do hotel.


Além de tudo isso, não esqueça nunca: pondere o clima, a língua, até a claridade no momento do desembarque (confie em mim: procurar um hotel em um bairro desconhecido à noite é muito mais complicado), todas essas variáveis podem influir na sua chegada.


Com um pouco de cuidado e atenção, podemos fazer da nossa viagem à Europa um momento inesquecível, da melhor forma possível e desde a chegada.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Reino de Portugal



Há um Reino, não muito distante. Um reino encantado de lendas e histórias. De conquistas e vitórias.

O tempo passou, mas seu encanto ficou. Lindos prédios e igrejas, praças e passeios, banhados pelo lindo Tejo.

Houve tempos difíceis, de dúvidas e incertezas. E com isso, sua força se mostrou com mais clareza.

Sua nobreza agora tem outra face: são senhorinhos e senhorinhas por toda parte.

Mas a nova nobreza já desponta e sabe o que virá por sua conta.

Manter tanta beleza e encanto, hoje e ao longo dos anos.

E adivinha só: um pedacinho desse reino também é meu, também é seu.

Quem mora lá, fala de um jeito que a gente entende. E do mesmo modo, todos os escritos a gente compreende.

Não dá para negar, é bom, é muito bom e para lá eu quero voltar.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Carnaval em Lisboa

Minha estada em Portugal foi durante o período de carnaval, esse ano. Eu escolhi a terça-feira, para visitar o Mosteiro dos Jerônimos e a Torre de Belém.

Fez um dia lindo, céu azul e muito sol.

Quando eu comecei a circular ao redor da Torre (que vai ser melhor visitada aqui, juntamente com o Mosteiro), pude ver aqui e ali crianças fantasiadas, lindamente fantasiadas, diga-se de passagem.
Quando cheguei ao Padrão dos Descobrimentos me deparei com essa linda joaninha abaixo correndo feliz :) Até então, eu estava achando tudo uma feliz coincidência.

Mas quando alcancei a Fábrica dos Pastéis de Belém, pude ver, na praça em frente, uma e-nor-me festa de carnaval! A praça estava cheia, as crianças fantasiadas, muitos animais de estimação, banquinhas de lanches e refrigerantes, vendedores de brinquedos, todos ao som de bandas aqui e acolá.
Foi uma festa só. E nós, como em relação a tudo nessa cidade, nos sentimos convidados e arrumamos um lugarzinho na grama para apreciar. Uma passadinha rápida na fabrica de pastéis e ficamos sentados à sombra, com Pastéis de Belém quentinhos, só apreciando.

Era uma festa de cores, risos e música. Havia alegria no ar. O sentimento era de confraternização. Todos naquela praça eram meio que conhecidos uns dos outros, a conversa brotava fácil, da curiosidade em relação à fantasia do outro, ou do carinho feito no animal de estimação alheio, tudo propiciava o sorriso, a amizade.

E aqui há mais um ponto forte de realizar sua viagem por conta própria: como o roteiro era nosso, nos integramos à festa. Já havíamos visitado o que queríamos e decidimos que o dia ia ser de carnaval, ali mesmo, naquela festa que apareceu no nosso caminho :)



Não sei dizer quanto tempo ficamos ali, mas quando o sol começou a se despedir e a temperatura a baixar, resolvemos levantar o "acampamento", afinal ainda tínhamos dois percursos para percorrer, um de bonde e outro de metrô, até chegar no hotel.




O mais difícil foi se despedir desse leãozinho lindo, que deixou cair a juba presa com velcro, logo que chegamos, mas que não perdeu a graça e a simpatia enquanto brincava com a família, instalada ao nosso lado durante toda a tarde.
Foi um carnaval lindo. Sem trios elétricos, samba ou frevo. Mas foi lindo, de um jeito português.



domingo, 18 de outubro de 2009

Viagem pelo cinema



Viajar para mim é sempre bom. Seja comprando minha passagem e pisando em terras estrangeiras, seja lendo um bom livro ou vendo um bom filme.

O filme acima foi uma agradável supresa, trazida por um amigo de trabalho. É uma história leve e agradável, que faz você se sentir melhor ao conferir o final :) Mas ele tem um ponto especial: as paisagens indescritíveis da linda província de Siena, na Itália. Mais do que acompanhar a trajetória dos personagens, ele te permite se transportar e conhecer um pouquinho daquela região tão linda. É de encher os olhos, e o coração de expectativa de viver dias tão lindos.

Essa é aliás uma forma muito eficiente de definir destinos. Experimentá-los de diversas formas, antes de pisar lá, pode acabar sendo muito gratificante.

A crítica não gostou tanto quanto eu, mas no fim de tarde de domingo, com uma garrafa de vinho e um queijo bem gostoso, ele se encaixou muito bem.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Parque Güell

Declarado Patrimônio da Humanidade, o Parque Güell foi concebido para ser um condomínio residencial em meio à natureza, povoado por obras e casas de Gaudí. O nome vem Eusebi Güell, mecenas de Gaudí. Não consegui encontrar explicações para não ter sido este o final deste empreendimento que hoje é um parque bem arborizado com duas únicas casas, uma das quais abriga o Museu de Gaudí.


O Parque é lindo e bem grande. Como deveriam, as obras de Gaudí estão integradas à natureza, e formam um conjunto muito agradável. O destaque fica para a Salamandra - praticamente um símbolo da cidade, em referência à Gaudí - que depende da espera em uma fila, para conseguir uma foto ao seu lado.


E para a Sala Hipóstila, um grande salão com 86 colunas e um teto completamente coberto de mosaicos. Bé-lis-si-mo.


O Parque tem entrada franca, apenas a entrada no Museu de Gaudí depende de ingresso, que pode ser adquirido juntamente com outras atrações da mesma natureza. Eu paguei em dezembro de 2007, 9 euros pelas entradas na Catedral da Sagrada Familia e no Museu Gaudí.


Não há estações de metrô no Parque, mas você consegue chegar bem próximo dele e seguir caminhando, o que permite um passeio bem agradável, por ruas tranquilas e com algumas opções de lojas e restaurantes.

O Parque vale a visita, para apreciar as obras de Gaudí, para sentar nos seus bancos elevados e apreciar a Sagrada Familia vista de longe, para ver os pombos banharem-se nas fontes, para passar o tempo em meio a tanta arte e tanto verde. Vale muito a pena.