quinta-feira, 4 de abril de 2013



Uau, o tempo voou
e muita coisa mudou
mas como a vontade de escrever não passou
de volta aqui estou.

A minha vida se transformou
o que era um, dois virou
o coração se encontrou
e num mesmo lugar ficou.

Nunca mais a autora viajou
mas como a mente nunca parou
de um escape, ela precisou.

Muita crítica e medo rolou
e a timidez, escrever, não deixou.

Mas o tempo muda tudo:
o céu, o ano, a vida e a cabeça.

Ainda bem, que a cabeça também pode ser uma folhinha de calendário.
Por que não?
Tô afim de virar a página :)


quinta-feira, 12 de maio de 2011

Viagem pelo cinema

Assisti a esse filme no ano passado e adorei.

Ele é simples, não traz histórias mirabolantes, grandes surpresas, ou tomadas maravilhosas dos pontos turísticos da Cidade Luz.

Acho que por isso eu gostei tanto.

O valor dele está no retrato comum, simples, cotidiano, que apresenta.

Você verá o dia a dia da feira, do bistrô, das ruas apertadas e em obras, de pessoas comuns, que vivem vidas comuns, nessa cidade nada comum.

O filme retrata várias histórias, com dramas cotidianos, mas cheias de vida e de amor.

Além disso tudo, tem Juliette, né? Eu sou fã e adoro ver Juliette Binoche em ação.

Achei memorável, para ver Paris sob outro ângulo, mas ainda apaixonante.




Diretor: Cédric Klapisch

Gênero: Drama

Duração: 129 min

Ano: 2008

(Dados sobre o filme retirados do UOL Cinema)


terça-feira, 10 de maio de 2011

Bate e volta em Londres



Quando fui à Paris, da última vez, decidi que faria um bate e volta em Londres, por um dia. Alguns conhecidos já haviam feito essa viagem e me garantiram que valia a pena.


Veja bem, Londres é uma cidade grande, cheia de monumentos históricos, lindos bairros para passear, enormes parques para conhecer e ricos museus para visitar. Ela merece todo o tempo que você tiver disponível.


Mas, como eu não tinha nem tempo nem dinheiro, resolvi que me permitiria esse primeiro contato em apenas um dia.


Assim, consegui comprar a passagem do Eurostar aqui mesmo no Brasil, no site da companhia férrea francesa SNCF. O próprio site orienta acerca da emissão do bilhete, assim, um dia antes de viajar, eu fui na Gare Du Nord (de onde parte o Eurostar) e inseri o mesmo cartão de crédito que usamos na compra das passagens na internet. As passagens foram prontamente impressas, corretas.


No dia da viagem, chegamos bem cedo à estação, tomamos café por lá mesmo e seguimos para imigração.


Eu já tinha sido avisada sobre o quanto eles podiam ser chatos e levei tudo o que precisaria para entrar na Europa outra vez. Como eu esperava, o agente foi tão educado quanto minucioso e não carimbou nosso passaporte enquanto não teve certeza de que estávamos hospedados em Paris. Ah! Também preenchemos um formulário antes dessa “breve” entrevista.


Isso porque há guichês da imigração inglesa na própria Gare Du Nord. Se você não for aceito na política de entrada do país, nem é possível embarcar. Há registro no passaporte para entrada e saída de Londres, sendo que a saída é atestada lá mesmo.





O trem é muito confortável, as cadeiras são altas, tem encosto lateral para a cabeça (para um cochilinho) e praticamente não chacoalha. Não preciso dizer que dormi até a Inglaterra, né? O trem também tem um serviço de lanchonete, mas pelo que vi, as pessoas tem o hábito de levar seus lanchinhos para consumir durante a viagem.

Acordei já na Inglaterra e parti em busca do metrô para desbravar a cidade. Conto tudo logo, logo.


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Pastel de Belém


Antes de mais nada, uma informação muito importante - ainda mais para uma turista advogada: só existe um Pastel de Belém, hein? O nome foi registrado pela casa que fabrica no bairro de Belém, em Lisboa. Aqueeele famoso, que vem na caixinha azul e branca, sabe? Os demais são pastéis de nata, não podem ser chamados pelo nome registrado pela casa acima citada. Estamos combinados? Sem gafes? Ok.

Falando do que interessa, o Pastel de Belém é muito bom. É ma-ra-vi-lho-so. Resguardando o direito de outras opiniões que chegam a afirmar que alguns produzidos aqui no Brasil seriam até melhores, eu ouso discordar. Veementemente.

Quando fui provar esses pastéis, fui no dia do carnaval em Lisboa, que já falei nesse post aqui. Aproveitei para ver o espetáculo, saboreando essa delícia.

Peguei uma fila bem razoável, mas que andou surpreendentemente rápido. Quando fiz o pedido, ele já estava me esperando antes que eu terminasse de falar. A caixa estava quentinha, esquentando nas minhas mãos a expectativa de provar!






Ainda procurei uma mesinha lá dentro, mas não havia nem meio lugar, quem dirá, dois. Segundo Mariana, minha consultora para assuntos portugueses (acabei de nomear!), é sempre assim: a casa está sempre com lotação máxima.

Fomos procurar um lugarzinho na grama lá fora da casa, mesmo. Quando abri minha embalagem, percebi que ela vinha ainda com “sachêzinhos” de açúcar e canela, para acompanhar.

Não tem o que dizer, ele é leve e ao mesmo tempo suculento. Não sei explicar. Só que é muito gostoso e valeu a pena a experiência de conferir. Eu já havia provado quando meus pais foram à Lisboa pela primeira vez, e já havia gostado. Entretanto, provar o pastel fresco e quente ainda, faz toda a diferença.

Mas, devo acrescentar que continuei saboreando os pastéis nos outros dias de viagem, direto do frigobar, geladinho, mesmo. Porque, vou te contar, Pastel de Belém, é melhor fresquinho, mas é bom de qualquer jeito.





quarta-feira, 20 de abril de 2011

Pelas margens do Sena


Paris te dá várias opções de locomoção. Uma melhor que a outra.

Você usar o metrô. Com dezenas de estações e muitos quilômetros de trilhos, é um dos mais antigos da Europa e cobre praticamente toda a cidade. Com o mapa, de distribuição gratuita, na mão e alguns euros, você chega em qualquer lugar.

Você pode usar os ônibus. Opção desconhecida por mim (que sempre ando a pé ou de metrô), mas muito bem indicada pelos veteranos, como a Maria Lina do blog Conexão Paris. Este meio de transporte também te leva a qualquer lugar com a vantagem de descortinar a cidade para você, através de suas janelas.

Você pode alugar uma Vèlib. Já indiquei o post da Maria Lina aqui e imagino como deve ser agradável deslizar pela cidade em cima de duas rodas.

Você pode caminhar. Sem dúvida nenhuma, a melhor das três opções, porque além de te mostrar a cidade, te permite experimentá-la. Você pode parar nas lojas interessantes, registrar paisagens únicas e viver a cidade mais de perto.

Agora, dentre os muitos caminhos possíveis dentro da cidade, não esqueça das margens do Sena. Além de ser um passeio muito agradável - sempre tem uma brisa gostosa acompanhando seu curso - ele oferece ainda dois atrativos.

O primeiro são as pontes. Várias, lindas, antigas, rebuscadas, simples, famosas, comuns. Todas elas tem seu charme e te levarão a algum lugar conhecido ou a descobrir.

O segundo são as banquinhas de comércio, instaladas em alguns pontos ao longo do rio. Passei por várias dessas lojinhas e encontrei nelas muitas coisas interessantes. Foi em um desses passeios que comprei a maioria dos quadros que hoje enfeitam as paredes da minha sala. Eu estava indo do Louvre à Saint Chapelle e passei por uma banca repleta de telas. A vendedora me explicou que era um grupo de artistas que se juntaram para vender suas produções no mesmo lugar. Também encontrei, em outros pontos, cartazes com ilustrações antigas, promovendo shows ou cafés famosos na cidade, há décadas atrás. Enfim, um souvenir peculiar.

Passear em Paris é sempre bom, mas se puder, aceite a companhia do Sena. Você vai gostar.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Le Jardin de Luxembourg


Eu estava passeando. Mais um daquelas caminhadas, flanando por Paris. Entrava em rua, saía de rua, parava para olhar uma vitrine, reparava num prédio mais bonito e de repente as placas indicam que se eu seguir em frente, chegarei ao Jardin de Luxembourg. Vamos seguir o destino, não é mesmo?


Não conheço o Jardin de Tuileries (pecado) mas já me contaram que é muito semelhante a esse aqui. É uma extensão imensa entre prédios, bosque e caminhos de terra batida. Dentro dele funciona o Senado Francês em um prédio lindo de viver (o Palais de Luxembourg), e em volta dele encontramos canteiros, estátuas, bancos e fontes.


Em um banco à sombra do bosque, ficamos contemplando o sol se pôr. O parque estava cheio, muita gente lendo, conversando, namorando ou só contemplando.


Foi engraçado, porque recebemos uma ligação de um casal de amigos nesse momento. Não podia haver melhor hora. Descrevemos esse lugar lindo e a sensação que estávamos experimentando, naquele momento. Depois de um tempo ali acomodados, resolvemos dar uma volta e ver o resto do jardim. Pouco depois de caminhar um pouco e tirar algumas fotos, começamos a ouvir apitos, vindo de todos os lados. Imediatamente, as pessoas se levantaram e começaram a ir embora. Eram os guardas, avisando que o jardim ia fechar. Eram cinco horas da tarde.

De lá, seguimos para a estação de metrô mais próxima e no caminho, parada para um crepe quentinho, para arrematar essa tarde tão gostosa e esquentar o corpo e o coração.


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Lisboa te diz


Eu já disse que Lisboa é fofa? Não? Pois digo agora, Lisboa é muito fofa.

A cidade tem pontos lindos, com igrejas antigas, casinhas charmosas, azulejos pintados decorando fachadas, gradis enfeitando varandas, roupas brancas balançando nos varais. Tudo te dizendo para relaxar e ficar à vontade.


Em cada esquina tem um sorriso amistoso, alguém disposto a papear e muita simpatia, seja para você comprar algo em uma loja, seja para te contar as belezas e proezas da cidade e do país. Tudo te dizendo para você conhecer mais.


Em todo lugar tem um pão fresquinho maravilhoso, ou um bacalhau muito bem feito, acompanhado de um vinho de qualidade. Tudo dizendo para você se deliciar.


Em cada detalhe há referências às Grandes Navegações e à importância que essa época teve para o país: nos desenhos das pedras portuguesas, nas calçadas; nos suportes das luminárias nas ruas; nos nomes das estações de metrô. Tudo te dizendo para você não esquecer.

Te digo, agora, Lisboa é fofa demais :)