sexta-feira, 8 de abril de 2011

Fish and chips


Essa combinação, típica de Londres é vendida em todo lugar. Quando me vi com fome, com pressa e sem grana, nem pensei duas vezes, resolvi dançar conforme a música londrina.


Tínhamos acabado de sair da Tower of London quando vimos duas lojinhas pequenas anunciando o prato. Não sei qual a impressão em outras partes da cidade, mas aquele prato estava delicioso. O filé de peixe era alto e estava impecavelmente limpo e macio. As batatas eram grandes e suculentas. A porção era generosa e não deixou espaço para fome. Estava tudo maravilhoso. A coca gelada veio arrematar a experiência. Muito bom.


Hoje sou naturalista e vegetariana. Quando retornar a Londres, com certeza vou ter que procurar um pouco mais por um local para comer. Mas não posso negar que, na época, eu achei fish and chips em Londres um sucesso!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Bonjour, Paris!


Falar de Paris nem sempre é fácil. Temos muitos clichês para utilizar na descrição: é linda, histórica, charmosa (esse é bom!), romântica etc.


Mas mais do que isso, Paris é radiante, glamourosa, alegre e apaixonante.


Conversando com uma amiga que teve a feliz oportunidade de conhecê-la pessoalmente, ela compartilhou comigo desse sentimento: Paris irradia felicidade.


Claro, se você esteve por lá durante um momento ruim da sua vida, ou aconteceu algo lá, que te trouxe muita tristeza, o caso é outro, afinal, como já falei antes, nós fazemos nossa viagem.


Mas se você tem a oportunidade de chegar em Paris bem, com o intuito de desvendá-la e com o coração aberto... aproveite. Permita-se perceber como ela é praticamente um ser vivo, que te transmite as melhores vibrações.


Quando eu era pequena, perguntei uma vez a meu pai se o mar era um ser vivo. Eu ouvia tantas músicas e poemas referindo-se ao mar, que me perguntei se ele, por si só, era uma entidade. Meu pai me deu uma resposta linda, que eu nunca esqueci: ele disse que o mar era vivo, sim. Que ele vivia através dos animais, das plantas e dos corais que existiam nele. Através de todos aqueles seres vivos, que juntos, o compunham, ele existia, como “o mar”.


Acredito que aconteça o mesmo com Paris. Quando reunimos todas as pessoas que ali estão - e você faz parte desse conjunto, quando lá está - Paris vive através delas. A cidade empresta seus lindos prédios, suas cicatrizes históricas, suas ruelas, o Sena, suas pontes e, todos os dias, o nascer e o pôr-do-sol para que todos juntos dêem vida a ela.


E se você se permitir e sentir a vibração de surpresa, admiração, amor, felicidade, paixão, tranqüilidade e tudo mais de bom que a maioria das pessoas por lá, costumam sentir, vai entender do que eu estou falando.

Deixe Paris vibrar através de você. Você não vai se arrepender, certo Mari?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Fado em Lisboa



Uma das coisas que eu fazia questão de ver em Lisboa era uma apresentação de cantores de fado. Procurei nos blogs algumas indicações de lugares mais simples e espontâneos, daqueles onde canta toda a família, sabe? Elegi uma das casas e saí um dia à caça dela. Qual não foi minha decepção quando não consegui encontrá-la. Como tinha escolhido apenas essa, não levei o endereço de outras e fiquei sem opção.


Mas não desisti, voltei ao hotel e peguei um dos folders disponíveis em cima do balcão. Eu sei, eu sei que seria uma casa para turistas, que não se vê a essência portuguesa nessas casas etc. Mas quer saber? Eu adorei. Ainda vou encontrar uma casa menor e mais familiar, como a gente ouve falar que é a cara de Portugal. Mas o Velho Páteo de Sant’ana foi um dos melhores restaurantes onde já comi. Fomos muito bem atendidos desde a chegada, saboreando um cálice de vinho do porto antes mesmo de entrar no salão, uma vez que um dos três cantores que se apresentariam naquela noite estava cantando e, segundo o garçom, as luzes são reduzidas e a circulação de pessoas também. Enquanto isso, podíamos já escolher os pratos principais, para que fossem adiantados na cozinha.


Depois disso, seguiu-se uma noite agradabilíssima, com ótimas apresentações, pratos de-li-ci-o-sos (o melhor bacalhau que já provei), muita atenção do garçom e lindas lembranças.


Meus pais também tiveram oportunidade de experimentá-lo e retornaram com a mesma impressão.


Gastei um pouco mais do que pretendia, mas como diz meu pai: as coisas só são caras quando não gostamos, e nesse caso, valeu muito a pena.


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Notre Dame de Paris

Foto retirada do tripadvisor.com

Chegar em Notre Dame, pela primeira vez, é sempre uma experiência única. A fachada imponente te informa que aquele não é um monumento comum, mas um dos prédios históricos mais importantes da Europa.

Mais do que uma igreja, Notre Dame é um marco. Um marco para o crescimento da Paris medieval, ao seu redor. Um marco de resistência a inúmeros conflitos, desde a antiguidade, até o século passado com as Grandes Guerras. Um marco da religiosidade do povo europeu e da força de sua fé.

A Igreja é um enorme santuário. Quando passamos da porta de entrada, o burburinho da rua lá fora desaparece. Há calma e tranqüilidade. Mesmo com todos os turistas curiosos andando para lá e para cá, o ritmo é lento, há algo diferente no ar.

Seguindo em frente, encontramos o altar. Majestoso, imponente. Não há como não se sentir uma criança e desejar entrar numa máquina do tempo para ver quantos acontecimentos importantes já ocorreram ali, naquela nave. É fabuloso.

Há inúmeras imagens em toda a lateral, cada uma com seu espaço próprio de adoração. Há espaço para tudo: velas, orações e corações.

A luz é tênue, filtrada pelos enormes vitrais localizados na parte mais alta das paredes laterais. Todo esse conjunto garante um espetáculo único, rico.

Minha experiência é peculiar. Para mim, Notre Dame é viva. Ela conta histórias, ela guarda fatos, ela tem personalidade, lembranças. Estar dentro daquela construção foi como entrar em um portal, ter contato direto com séculos de acontecimentos e de celebração de fé. Estar ali é ser parte de algo maior, especial.

A receita é simples: depois dos primeiros passos, acostume os ouvidos, diminua o passo, baixe a voz e pode deixar o coração bater mais forte. Você estará em outra dimensão, na dimensão da Notre Dame de Paris.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Passear na London Eye


Para ver o Big Ben marcando as horas, sem levantar a cabeça.
Para entender o formato da Westminster Abbey.
Para contar as pontes que cortam o rio.
Para acompanhar o movimento da cidade sem ouvir nenhum barulho.
Para sentir-se voando sobre o Tamisa.

Você só consegue dando uma voltinha na London Eye.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Crônicas de Viagem - Paris


Passei muitos anos acalentando o sonho de conhecer Paris. Assim, despretensioso, mais um desses sonhos que a gente guarda só para a gente e só realiza quando ele cai do céu...no colo.
Ainda quando era namorado, o marido propôs: “e se eu te levasse para passar a lua-de-mel em Paris?” Ficou a sensação de brincadeira e de como é doce sonhar.
Mas ele não estava brincando e o grande dia chegou. E naquele dia, além das roupas, dos mapas, do dinheiro e da enorme vontade de desvendar a Paris dos meus sonhos, tinha um pouquinho de medo. Pois é, medo besta de estar ali naquela cidade pequena que se faz tão grande no nosso imaginário.
Essa sensação só fazia aumentar quando reparava nas mulheres lindas com as quais eu cruzava todos os dias; nas lojas caras que eu encontrava pelo meu caminho de turista e na língua que eu estudei por tanto tempo, mas que custava a sair como nas aulas nos fins de tarde.
Me diverti, gostei muito, mas meu quebra-cabeça ficou sem uma peça. Eu sentia isso.
Um ano depois eu estava de volta. À mesma cidade, na mesma estação do ano, com o mesmo companheiro de viagem. Mas a minha bagagem era bem diferente: meu estado de espírito mudou. Como ele faz diferença!
É preciso muito cuidado com as expectativas que criamos em relação aos lugares. Pois eles sempre vão nos receber, mas o modo como nós chegamos até eles, determinará nossa relação.
Assim: escolhi melhor minhas roupas de frio, era mais fácil me arrumar com menos peças, desde que fossem mais quentes. Um pouquinho de maquiagem antes de sair do hotel, me deixou quite com as francesas sempre tão arrumadas no metrô. A confiança no meu francês fez com que ele desentalasse e fluísse a ponto de te bater um papo surreal com um parisiense sobre o fato de como o enganei sobre a minha nacionalidade!
A partir daí, eu acabei visitando outra cidade: uma cidade cheia de convites; e eu aceitei todos eles. Passeei nas zonas residenciais, comi crepes feitos na hora, em cada esquina, apreciei o fim de tarde nos bancos dos seus jardins, provei o vinho da casa, me molhei na sua garoa na Bastille, para depois me esquentar com seu chocolate quente no café mais próximo. Terminei esse passeio fabuloso, no último dia, num banco, numa praça, numa ladeira, em Montparnasse, vendo a cidade entardecer, enquanto comia um croissant recheado com chocolate acompanhado das histórias vividas ao lado de MM.
Foi uma viagem maravilhosa que não completou meu quebra-cabeças, mas bagunçou todas as peças, para que eu sempre tenha alguma nova para encaixar.
O ponto alto de viajar por conta própria é esse: a sua viagem é você quem faz. Dessa segunda vez, eu procurei a Paris dos parisienses, a Paris comum, que me pareceu mais viva, mais autêntica e vou confessar: essa não era outra Paris, era outra Larissa.

terça-feira, 2 de março de 2010

Primeira Classe


O Ceó é um ilustrador de primeira. Eu a-do-ro o seu trabalho e já me declarei sua fã! O trabalho dele pode ser conferido no Blog Frases Ilustradas. Sucesso ao Ceó!